Patrice 22 de Setembro, Capitólio, Lisboa

 

Por motivos alheios à produção, o concerto de Patrice anteriormente marcado para o mês de Junho, será adiado para o dia 22 de Setembro, atrasando o aguardado regresso do músico a Portugal.

Depois de quase 10 anos sem atuar no nosso país, Patrice regressa agora em Setembro para uma atuação única no Capitólio, em Lisboa.

Filho de uma designer de moda alemã e um escritor/cineasta e activista da Serra Leoa, Patrice Bart-Williams cedo se familiarizou com as dificuldades da birracialidade. E quando aos 11 anos perdeu o seu pai e grande referência, foi na música, mais concretamente em Bob Marley que se refugiou.

Em Bob Dylan ouviu a responsabilidade que a Liberdade acarreta e teve como grandes influências contemporâneas 2 Live Crew e os The Fugees. Ainda na escola lança o seu primeiro single “You always you” e dois anos depois aquele que viria a ser o seu mítico álbum de estreia “Ancient Spirit” – um disco que marcou uma geração.

Com o primeiro disco na bagagem, é convidado para fazer a primeira parte da tour mundial do fantástico “The Miseducation of Lauryn Hill”, de Lauryn Hill. Mais tarde embarca na mesma aventura com os recém formados The Black Eyed Peas. E a sua carreira explode um pouco por todo o mundo.

Com uma mistura única de reggae militante, blues, soul e rebeldia punk, o artista que muitas vezes consideram difícil de catalogar, torna-se conhecido pelas suas vibrantes atuações. Até mais do que pelos seus registos gravados.  “Lions”“Everyday Good” e o superêxito mundial, “Soulstorm” fazem as delicias dos fãs. Ao vivo ainda mais.

Talvez por isso o seu mais recente álbum date já de 2013. “The Rising of the son” completa a viagem de auto – descoberta e musical que o artista iniciou aos seus 11 anos.  Com colaborações de artistas como Selah SueCody ChestnuttIKaya, e Busy Signal (Major Lazer), e produzido por Renaud Latang (Manu Chao, Souchon), mistura sons Africanos com o mais recente que se faz na Europa, inspirado sempre, claro, nos mestres Jamaicanos. O conceito que se pretende simbólico do renascer de uma nova consciência, foi inspirado no seu próprio nascimento, já que o artista nasceu no dia da morte do seu avô africano; “O meu pai estava dividido entre a alegria e a dor e deu-me o nome de Babatunde (Renascimento do pai). Para ele, o meu nascimento for um símbolo da eterna continuação da vida e da sua constante transformação.” Explica o artista. “Cada vez que o sol nasce, é possível ver as coisas de uma maneira diferente, à luz de uma nova perspectiva, é esta a ideia que é invocada”

Sempre novo, mais actual que nunca, Patrice promete deliciar os fãs portugueses mais uma vez, com temas novos e os êxitos de sempre, apenas um pouco mais tarde (22 de Setembro), no seu regresso a Portugal para um concerto intimista no Capitólio.