Raquel Tavares concretizou o seu sonho de há 20 anos

Raquel Tavares no Coliseu de Lisboa na passada 6ª feira, dia 21 de Abril, concretizou o seu sonho de há 20 anos.

E foi com o mote, sonho, que o espectáculo começou.

Projectada numa tela translucida, via-se Raquel, criança, a cantar naquela mesma sala, onde ganhou o prémio na Grande Noite do Fado no ano de 1997.

Raquel, agora mulher, começa por cantar 3 temas, sempre atrás da tela com imagens projectadas.

E ao levantar da tela, a Fadista da lágrima fácil, cumprimenta o público e comunica que não irá falar muito, porque o risco de se emocionar, era grande.

Foram quatro os instrumentos para a acompanhar, a guitarra portuguesa, a viola de fado, o baixo e a sobressair, a bateria, mas só em alguns temas.

Raquel apresentou “Raquel”, o seu último álbum de 2016, mas também cantou fado tradicional, não resistiu e saiu do alinhamento e encantou.

E foi com “O fado da Bia” que imagens do documentário que Raquel Tavares participou são projectadas. Dona Beatriz da Conceição foi uma das referências e inspirações de Raquel, que a homenageou trajando o seu xaile preto.

Houve tempo para uma guitarrada, o trio das cordas mostrou o que é dedilhar o fado tocado.

E já a terminar o público a aplaudia de pé, ei-la que aparece na plateia com os seus músicos e canta assim, ao seu jeito, “Estranha forma de vida” de Amália.

Subiu novamente ao palco e cantou o seu sucesso do momento, agora dito “Hit”, “Meu amor de longe”, e a audiência reagiu com aplausos, gritos, cartazes e flores.

O sonho estava concretizado e a emoção aconteceu!

Texto: Raquel Ataíde
Fotos: Jorge T. Carmona

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