O DOMÍNIO DOS ARCTIC MONKEYS

O segundo dia do MEO Kalorama estava esgotado e os Arctic Monkeys eram os artistas mais desejados pelas 40 mil pessoas que rumaram ao parque da Bela Vista.

O palco principal abriu com The Lathums, seguido de The Legendary Tiger Man, que cativou o público da tarde com um concerto poderoso de rock. Os Blossoms deram um concerto morno no início da noite e seguiram-se os artistas mais esperados na noite, os Arctic Monkeys. O recinto estava cheio de novos fãs, que nunca os tinham visto e que fizeram questão de chegar muito cedo, e correr para ficar na frente de palco, e aqueles que já tinham saudades do último concerto da banda em Portugal, em 2018. A banda britânica deu um grande concerto de rock, passando em revista os seus vários álbuns e canções como “Do I Wanna Know?”, Snap Out of It”, “Why’d You Only Call Me When You’re High?”, ”505” a nova música do álbum The Car “I Ain’t Quite Where I Think I Am” e o encore com One Point Perspective, “Arabella” e “R U Mine?”.

No palco Colina atuaram as Golden Slumbers ao início da tarde, seguidas de Jessie Ware, que deu um concerto energético que espelhava a alegria da cantora em estar naquele palco. Mas a melhor performance deste palco foi da explosiva Róisín Murphy, que apresentou em palco os mais conhecidos temas da banda Moloko, da qual fez parte, como “The Time Is Now”, Forever More/ Cannot Contain This e “Sing It Back”, que deixou o público a dançar e rendido à sua atuação. O fecho deste palco coube a Bonobo, num concerto um pouco intimista para um espaço tão grande.

No palco Futura, Crawlers atuaram no início da tarde, seguidos por Alice Phoebe Lou. You Can’t Win Charlie Brown atuou quase à hora da mítica Róisín Murphy e teve menos público do que esperado, mas Bruno Pernadas deu um excelente e dançável concerto para fechar a noite, num palco com pouca área para tanto público.

Texto | SM