Julio Iglesias – O Eterno Romântico

Este sábado, dia 29 de Junho, o Altice Arena recebeu um dos mais esperados concertos do ano, Julio Iglesias celebrou os seus cinquenta anos de carreira num concerto que não deixou ninguém indiferente.

Como banda de abertura ouviram-se os Portugueses The Spell, que cantaram versões de músicas muito conhecidas, quer no panorama nacional quer internacional, à capela.

Foram bastante enérgicos e comunicativos com o público, mas o que todos estavam realmente à espera era do maior galã da música latina.

A entrada em palco fez-se com uma música instrumental bastante animada, o que levou o público todo a levantar-se e a registar esse momento tão especial com os telemóveis.

Rapidamente se passou para o tema “Amor amor”, a plateia continuava em êxtase, manifestando-se com gritos, assobios, palmas e a cantar, e foi assim na grande maioria dos quase de trinta temas que se ouviram durante as duas horas de concerto.

Julio mostrou-se muito simpático e comunicativo, aliando as histórias das músicas às próprias músicas e falando muito da sua experiência de vida e de todo o seu incrível percurso, desde os tempos como promissor guarda redes do Real Madrid, passando pelo acidente de automóvel que mudou o rumo da sua vida e o fez escrever poemas, a sua vida familiar enquanto latino, a sua relação com Portugal, a sua brilhante carreira de músico e a sua condição de pessoa com setenta e cinco anos. Fê-lo de forma leve, descontraída, brincando com ele próprio.

Com uma banda composta somente de um baterista, um baixista, um guitarrista, um saxofonista, um coro de três vozes femininas, que também dançavam, o concerto passou num ápice e foram muitos os grandes clássicos que se puderam ouvir.

 Os temas em que o público mais vibrou foram “Quijote”, “Ella”, “Carusso”, “Hey”, “El amor”, “Manuela” e “De niña a mujer”.

 No tema “Me olvide de vivir” houve uma massa de pessoas que se deslocaram para junto do palco e foram cantar e dançar no local, e dai já não voltaram a sair até ao final do espectáculo.

 Fez também várias versões de outros artistas como, “Enchame a mi la culpa” de Alfredo Jimenez, “Ne me quites pas” de Jacques Brel, e ainda “Always on my mind”, “Let it be me” e “Can´t help falling in love” de Elvis Presley.

 A canção “Galicia” foi um tema dedicado ao seu pai que nasceu em Orence, muito perto da fronteira com Portugal, dai ele referir que se sente muito bem no nosso país, já que desde pequeno teve esta ligação.

 “A media luz” contou com um par de dançarinos em palco, que dançaram um belíssimo tango e que aproveitaram e ficaram para o tema seguinte “Crazy”

 Em jeito de despedida ouviu-se “Me va me va” e as pessoas já adivinhavam o final do concerto, mas ainda houve espaço para mais temas.

 A partir daqui mais ninguém se sentou e o pavilhão esteve ao rubro, a cantar e a dançar as românticas canções de Iglesias.

 Para o final voltou a ouvir-se “Me va me va” e o cantor sussurrou o quanto tinha adorado este concerto, neste nosso país que sempre tão bem o acolheu e que esteve com ele sempre, desde os primeiros tempos há cinquenta anos atrás.

 Um concerto cheio que muito agradou a todos, fossem eles Portugueses ou Espanhóis, que se encontravam também em grande número. Esperamos todos que regresse depressa e que nos ilumine com a sua simplicidade e simpatia.

Texto: Raquel Coelho