O ENCANTO DE PABLO ALBORÁN

No passado dia 28 de Junho, Pablo Alborán apresentou o último concerto da sua Prometo Tour em Lisboa, no Campo Pequeno.

O concerto iniciou-se com “No Vaya a Ser” e desde os primeiros acordes que o público da plateia nunca mais se sentou, mantendo-se de pé a cantar e a dançar, o que se alastrou para algumas bancadas da arena do Campo Pequeno. “Pasos de Cero” foi a segunda canção escolhida, com Pablo Alborán a segurar uma bandeira de Portugal atirada pelas fãs e a deixar o público ao rubro.

Seguiu-se “La Escalera” e o cantor confessa ao público que está muito feliz por estar ali, para o último concerto da sua tour. As canções emotivas prosseguem com “Dónde Está el Amor”, “Recuérdame”, “Quién”, “Cuerda al Corazón” e “Lo Nuestro” sempre acompanhadas de temas diferentes na tela de palco e por gritos de adoração do público feminino. Em “Quimera” Pablo Alborán, acompanhado dos guitarristas executa uns passinhos de dança que levam o público feminino ao delírio e no fim pergunta a todos se estão bem, agradecendo todo o apoio dado pelos fãs portugueses, e dizendo que aprendeu muito com eles e que sente o carinho e amizade que têm por ele e que é mútuo.

Em “Tanto” aproveita para apresentar os membros da banda e depois faz uma pausa em que fala sobre a música “Amar Pelos Dois” de Salvador Sobral, aproveitando para tecer rasgados elogios ao músico e à sua carreira e no fim canta a música de forma surpreendente, em português sem qualquer tipo de sotaque, acompanhado pelo público que fica deliciado com a homenagem. Seguiu-se “Perdóname” com Pablo Alborán a dizer que tem pena de Carminho não poder estar ali com ele para o ajudar a cantar, “Te he echado de menos”, “Al Paraíso”, “Saturno” e “La Llave”.

Com a canção “Boca de Hule” Pablo Alborán fala de como considera a música uma arma contra o machismo, o racismo e a intolerância e que esta canção reflete isso mesmo. Seguem-se outras músicas como “Por Fin”, “Tu Refugio”, “Curo tus Lábios”, “Idiota” e “Vivir” que fecha o concerto, com o músico a agradecer a todos, público, família, equipa e banda e também a Portugal por ser uma segunda casa.

No encore, Pablo Alborán aparece sozinho ao piano de cauda e toca “Solamente Tú” e “Prometo”. O público aplaude entusiasticamente e na plateia todos levantam folhas de papel tamanho A4 que no meio da plateia são verdes, amarelas e vermelhas, a formar a bandeira de Portugal, e nas laterais são brancas com a palavra “Obrigado” escrita. No palco nota-se a comoção do cantor com o gesto de carinho do público.

As duas últimas canções, Éxtasis” e “Vívela”, mais ao estilo pop-rock, foram tocadas com o público todo de pé, a dançar e a vibrar, e ainda permitiu ver Pablo Alborán a demonstrar o seu talento nos tambores. No fim, o músico volta a agradecer o carinho dos portugueses, que saíram felizes com o encanto e talento do espanhol.

Texto: SM
Fotos: Everything Is New