“3GODS” No Dia 09 de Maio – 21H30 Estreia na Sala Estúdio do Teatro da Trindade

Há muitos anos quando os homens ainda acreditavam em mitos e a paz estava à mercê de um sacrifício, gregos, romanos e egípcios organizaram o mundo em função dos seus deuses.

Existiam unicórnios, esfinges, minotauros, sereias, dragões, quimeras… e heróis. Até ao dia em que os homens deixaram de acreditar. Os deuses começaram a desaparecer, mas Três deles adivinhando o seu fim, esconderam-se no mais remoto canto da terra: um pequeno apartamento em Odivelas, por cima do café Ulisses.

3GODS é uma criação de Rui Neto, com texto original também de sua autoria. Pretende ser uma reflexão sobre o Efémero, partindo do conceito de finitude e de novos princípios. Esta reflexão encontra âncoras dramatúrgicas na própria origem do Teatro, ligando-se a mitos e à mitologia, e trazendo para cena o conflito de três divindades como personagens centrais.

Com uma escrita mordaz, 3GODS define-se como uma metáfora para os dias de hoje, onde os deuses se tornam refugiados e Portugal parece ser ainda um dos poucos destinos seguros numa Europa em crise, pronta a colapsar. Centra a sua ação nas relações familiares de três divindades, refugiadas em Portugal, tentando sobreviver como uma família de classe média.

Para além da dificuldade de adaptação à nova realidade, sofrem a mesma crise de valores que o mundo à sua volta, vivendo mergulhadas em conflitos, frustrações e mentiras.

3GODS torna-se uma espiral de conflitos e enganos, assente nas linhas de força e tensão entre as personagens. É um espetáculo teatral com uma forte composição sonora na sua textura. A escrita cénica é desenhada, contemplando dois níveis: aquilo que as personagens dizem e aquilo que as personagens pensam. Os espectadores são os únicos com acesso a ambos, como se lhes fosse também concedido o poder divino de escutar para lá do que é dito.

[BIOGRAFIAS]
RUI NETO
Licenciado em Teatro/Formação de Actores, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Mestrado em Ciências da Comunicação – Comunicação e Artes – pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa.

Em 2010, foi um dos atores selecionados para a XIX edição da Nova École des Maîtres.

Estreou-se como Ator, em 1999, com o espetáculo O Achamento, uma encenação de Madalena Wallenstein. Trabalhou com encenadores como João Garcia Miguel, Joaquim Benite, Carlos J. Pessoa, Carlos Gomes, Celso Cleto, Matthew Lenton, Álvaro Correia, João Mota e João Lourenço. No cinema participou em Mistérios de Lisboa, de Raul Ruiz e na curta-metragem de Inês Oliveira O Nome e o N.I.M..

Em televisão, tem integrado regularmente os elencos de novelas e séries para os diversos canais nacionais.

Tem desenvolvido, paralelamente ao trabalho de ator, projetos na área da escrita e criação teatral, com os espetáculos Luto, Worms (financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian 2013) e Mechanical Monsters (financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian 2015), tendo com estes projetos integrado a programação de diversos teatros e marcado presença nos festivais
FITEI e Temps d’Image. Encenou Huis Clos, de Jean-Paul Sartre e A Cabeça Muda, de Cláudia Lucas Chéu (financiado pela GDA e pela Direcção Regional de Cultura do Algarve). Em 2015 assina a encenação de Breviário para um Extermínio Silencioso, a partir da peça Contractions de Mike Bartlett, para a Companhia Escola de Mulheres.

Autor do livro Luto / Worms, os seus primeiros textos para teatro, pela editora Caleidoscópio em 2015.

Vencedor em 2014 do Prémio Áquila para Melhor Actor Secundário em Televisão com o seu trabalho na novela Sol de Inverno (SIC). Nomeação de Melhor Actor nos Prémios Fantastic TV 2013, com o seu desempenho na série Sinais de Vida (RTP1).

SÃO JOSÉ CORREIA
Nasceu em Lisboa, 1974, tendo iniciado a sua formação e atividade teatral profissional na Companhia de Teatro de Almada. Entre as várias peças que interpretou na CTA, contam- se O Carteiro de Neruda, encenação de Joaquim Benite, Esse tal alguém, encenação de Rogério de Carvalho, O Jogador, encenação de Vladislav Pazi, Príncipe Constante, encenação de Jorge Listopad, Mãe Coragem, encenação de Joaquim Benite e O luto vai bem com Electra, encenação de Rogério de Carvalho. Entre outras. Com o Teatro Aberto integra o elenco do espectáculo, Luz na Cidade, encenação de João Lourenço. Agora a Sério, encenação, Pedro Mexia. Com a Escola de Mulheres, Dentadas e Marcas de Sangue, encenação de Isabel Medina. Entre outras. Produção independente, Worms, encenação, Rui Neto. Participa regularmente em telenovelas e séries tais como Ninguém Como Tu (telenovela), Olhos nos Olhos, Santa Barbara (telenovelas), Equador, Sinais de Vida (séries), Até que a vida nos separe (telefilme), entre outros. Em cinema, foi dirigida por realizadores como José Farinha (O Inimigo sem rosto), António Pedro Vasconcelos (Os Imortais), Miguel Ángel Vivas (I ́ll see you in my dreams), João Botelho (A mulher que acreditava ser presidente dos EUA), Raul Ruiz (Os mistérios de Lisboa) e Artur Serra Araújo (A moral Conjugal).

LUÍS GASPAR
Formado pela Escola Superior de Teatro e Cinema do Conservatório Nacional. Frequentou ainda vários workshops, nomeadamente com a companhia de teatro belga STAN, Bruce Myers (colaborador de Peter Brook), João Fiadeiro, entre outros.

Estreou-se em 1997 no espectáculo “Prometeu” de Jorge Silva Melo nos Artistas Unidos.

Ainda com os Artistas Unidos, sob a direcção de Jorge Silva Melo integrou o elenco de vários espectáculos. Trabalhou com encenadores como Christine Laurent, Ricardo Aibéo e Luís Assís, Cucha Carvalheiro, Cristina Carvalhal, Fernanda Lapa, Maria Emília Correia, Madalena Vitorino, João Mota, Miguel Seabra e Natália Luíza, Paulo Matos, Alfredo Brissos, André Murraças, Carlos Gomes, Ricardo Neves-Neves, Carlos Pimenta, entre outros. Encenou e participou como actor em “Dois Homens” e “Morrer” de José Maria Vieira Mendes e “Amok” de Jacinto Lucas Pires.

Ao longo de 21 anos de carreira integrou ainda o elenco de vários projectos televisivos, entre séries, telefilmes e telenovelas, tais como, “Maiores de 20”, “A Senhora das Águas”, “Aqui Não há Quem Viva”, “Pai á Força”, “A Noite do Fim do Mundo”, “O Primogénito”, “Anjo Meu”, “Sinais de Vida”, “Mulheres”, “Santa Bárbara”, “Rainha das Flores”, “A Odisseia” (para o canal
ARTE), “Espelho d’Água”, entre outros.

Em cinema, participou em filmes como “António, um rapaz de Lisboa” de Jorge Silva Melo, “Bairro” de Jorge Cardoso, Lourenço de Mello e José Manuel Fernandes e “Tabu” de Miguel Gomes.

Ganhou o Prémio TV7 dias de melhor actor de elenco pela personagem Jorge na novela “Mulheres”.

RODRIGO TOMÁS
Frequenta a Licenciatura no Ramo de Atores na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC). Curso de Interpretação na Escola Profissional de Teatro de Cascais (EPTC).

Workshop na Companhia Adishakti Theatre.

JOÃO RAFAEL SILVA
(Desenho de Luz) Estreou-se em teatro em 2008 com o espectáculo Bodas de Sangue, na Associação Tenda Palhaços do Mundo. Em teatro trabalhou com Cláudio Hochman, Rui Neto, Sofia Ângelo, Associação Boutique da Cultura, Teatro de Carnide, This Is That, Centro Cultural de Carnide e Incubadora das Artes. Em 2014 foi destacado com o prémio de Melhor Desenho de Luz, da Federação Portuguesa de Teatro, com o espetáculo Macbeth, uma encenação de Cláudio Hochman para o Teatro de Carnide. Até 2016 ocupou os cargos de programador cultural do Centro Cultural de Carnide e Diretor Técnico do Teatro de Carnide.

CRISTÓVÃO CAMPOS
(Sonoplastia) Paralelamente ao trabalho de actor, tem vindo a desenvolver projectos na área da música e sonoplastia de espectáculos de teatro. Em 2007 terminou o curso de produção musical e som ao vivo na Restart, tendo integrado os espetáculos Antes de Começar no Teatro da Trindade; Time Machine e Human Box, espetáculos de dança no Centro Cultural Vila-Flôr; Um Conto no Castelo, Actos de Amor e Pecados da Gula no Castelo de S. Jorge; O espectáculo M-Show de Marcantónio del Carlo, em parceria com o TNDMII. Tem vindo a integrar os projectos de Rui Neto com a criação da sonoplastia dos espectáculos Mechanical Monsters, Breviário para um Extermínio Silencioso, Huis Clos – No Exit, Neptuno e Välute. Integra em 2016 o projecto de Dinarte Branco, A Máquina de Emaranhar Paisagens, a partir de Herberto Helder.

MAFALDA SIMÕES
(Assessoria de Imprensa) Diplomada no Mestrado em Ciências da Comunicação, especialização em Estudos dos Media e do Jornalismo na FCSH da Universidade Nova de Lisboa e Licenciada em Teatro na Universidade de Évora.

De 2010 a 2013 coordena o Departamento de Comunicação dos Artistas Unidos.

Desde 2013 que coordena o Departamento de Comunicação e Produção do Teatro do Eléctrico, participa nos espectáculos Mary Poppins, a mulher que salvou Mundo de Ricardo Neves-Neves (2013), Menos Emergências de Martin Crimp (2014), Sebastião & Sebastiana (2015), Mãe com Açúcar de Rita Cruz (2015), Ciclo de Leituras encenadas (2015),

A Noite da Dona Luciana de Copi (2016), Encontrar o Sol de Edward Albee (2017), A Freguesia, dramaturgia de Ricardo Neves-Neves (2017), Karl Valentin Kabarett de Karl Valentin (2017), Banda Sonora uma criação de Ricardo Neves-Neves e Filipe Raposo (2018), Catamarã, Nas Ilhas Salomão ninguém se preocupa com os Erros Ortográficos, uma criação de Ana Lázaro e Ricardo Neves-Neves (2018).

Em 2014 colabora no apoio à produção do programa Atrás da Máscara de João Costa Dias na RDP África.

Em 2014 é responsável pela Assessoria de Imprensa do espetáculo Teorema inspirado em Pier Paolo Pasolini, um espectáculo de John Romão no São Luiz Teatro Municipal.

Em 2016 é responsável pela Assessoria de Imprensa do espetáculo Alla Prima de Tiago Cadete e em 2017 pelo espectáculo Apagão de Tiago Cadete e David Marques no Negócio – ZDB.

Desde 2016 que coordena a Comunicação dos espectáculos de Rui Neto na LoboMau Produções, Mechanical Monsters de Rui Neto (Teatro da Comuna) e Huis Clos – No Exit de Jean-Paul Sartre (Teatro da Trindade/ Teatro da Comuna).

Em 2017 é responsável pela Assessoria de Imprensa do espectáculo No Intervalo de uma Onda um solo de Rafael Alvarez no Negócio – ZDB.

Em 2018 é responsável pela Assessoria de Imprensa do Passaporte da Dança e pela 3ª edição do CUMPLICIDADES 2018 – Festival Internacional de Dança Contemporânea de Lisboa; do espectáculo A Manual on Work and Happiness (ARTEMREDE/mala voadora, Cinema-Teatro Joaquim D`Almeida, Montijo); do espectáculo Entrevistas de Tiago Cadete (Rua das Gaivotas6) do espectáculo Rei no Exílio – Remake de Francisco Camacho (Eira, Teatro Nacional D. Maria II).

Em 2018 coordenou o Departamento de Comunicação e Assessoria de Imprensa da Associação Materiais Diversos.

LOBOMAU PRODUÇÕES
A LoboMau Produções é uma empresa unipessoal fundada em 2016 por Rui Neto. Iniciou a sua actividade com a produção do espectáculo Trocava a Minha Fama por uma Caneca de Cerveja, uma criação de Rui Neto e Teresa Sobral para o Festival Glorioso Verão, do Teatro São Luiz. Ainda em 2016, produziu o espectáculo Huis Clos – No Exit, de JeanPaul Sartre, numa encenação de Rui Neto para o Teatro da Trindade/Teatro da Comuna (com apoio à circulação da Fundação GDA), e apoiou a produção do espectáculo Catch My Soul, de Rui Neto, uma produção do Teatro Carnide. Em 2017 produz a criação/solo Neptuno, de Rui Neto, para a 3ª edição do Festival Encontros do deVIR/CAPA, para o Teatro da Figuras, e assume a produção de Välute, com texto e encenação de Rui Neto. Em 2018, a LoboMau Produções alarga as suas funções para a representação de actores e à produção de projectos de criadores associados.