Raquel Tavares, regressou ao Coliseu de Lisboa, a 5 de dezembro, para uma noite memorável e de grandes emoções.
No centro do Coliseu, a arena transformou-se num palco onde o fado foi cantado em 360 graus.
Para começo de espetáculo com o Coliseu às escuras, eis que aparece a silhueta da Fadista, com uma luz a incidir-lhe e a sua imagem a ser projetada num pano transparente, e a abrir com “Hei-de Beijar-te Lisboa”.
Já de coração cheio, Raquel, a caminho da arena, agradece o momento e a concretização de voltar aquela sala onde já foi muito feliz.
“A Inevitabilidade de Cantar”, é mais do que um título, é o voltar aos palcos inevitavelmente, para quem a voz é alma.
Raquel, cantou nesta noite o que lhe deu na real gana, afinal “já é crescida e adulta”, e encantou, com a sala esgotada, onde se sentiu o espírito fadista, como nas casas de fado.
Recou aos momentos de meninice, e colocou um leitor de CD’s a tocar, “Olhos Garotos” o álbum que gravou em 1997.
Os músicos que acompanharam a fadista foram, Bernardo Viana na Viola Fado, Pedro Viana na Guitarra Portuguesa e Francisco Gaspar no baixo.
Mas levou convidados, o Diogo Clemente e Ângelo Freire, o Padrinho Jorge Fernando, e o Custódio Castelo.
Cantou também com o xaile de Beatriz da Conceição, a sua grande referência no fado, fez um dueto com Maria da Fé, que se encontrava na plateia, e até a surpresa da Júlia Lopes, da casa dos Ferreira, a apresentou para a canção que se seguia.
Que grande noite de Fado. Qua grande noite de emoções. Era mesmo inevitável voltarmos a ouvir Raquel na sua essência de espírito fadista!

