
No último dia do festival NOS Alive, que contou com 65 mil visitantes por dia, as expectativas eram muitas, tanto no palco principal como no palco Heineken.
A abertura do Palco NOS coube aos portugueses The Black Mamba, que mostraram estar à altura do grande palco e conseguiram cativar o público com os seus ritmos de blues e soul. Seguiram-se os Kodaline, esperados por uma grande parte do público jovem, para um concerto curto mas bom, que abriu o apetite a quem os quiser ver em Portugal já em Novembro.
Os Imagine Dragons fizeram o concerto da noite no Palco NOS, com o vocalista Dan Reynolds a cativar o público com as suas intervenções e a sua energia. O concerto foi electrizante e agarrou o público que soube corresponder cantando a plenos pulmões todas as canções. “Radioactive” fechou o espetáculo e ficou no ar a promessa de voltarem com uma tour só deles.
Os Depeche Mode era a banda mais aguardada pela geração mais velha presente no festival e isso notou-se quando Cage The Elephant começaram a tocar e os mais jovens saíram do palco principal. A icónica banda liderada por Dave Gahan mostrou do que é feita e apresentou algumas músicas do mais recente álbum Spirit, mas na maioria tocou canções mais antigas, que fazem as delícias do público, como “Enjoy the Silence”, “Never Let Me Down Again” e o remate final com “Personal Jesus”. Embora tenha sido um concerto irrepreensível, faltou alguma química e comunicação entre a banda e o público, que fez um bom concerto ficar um pouco aquém do espetacular que poderia ter sido.
No palco Heineken destacaram-se os Spoon, que voltam em Novembro a Portugal, os Fleet Foxes e Cage The Elephant, que fizeram o concerto da noite, enchendo completamente o espaço com fãs que preteriram os veteranos do palco principal para ver a banda dos irmãos Shultz.
Texto: SM
Fotos: Jorge Torres Carmona
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