Domingo, Maio 19, 2024
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Sou como um rio

Os Delfins apresentaram-se no MEO Arena, no dia 6 de abril de 2024, pelas 21h30min, para o concerto dos 40 anos de carreira da banda de Cascais.

A primeira parte do concerto foi animada pelos Duque Província, muito motivados e empenhados!

Música fresca, apelando à participação do vasto público!

O meu afilhado Nuno gostava muito das músicas dos Delfins, lembro de ter oferecido uma cassete há muitos anos. Talvez seja por isso que conheço muitas das músicas e letras das canções dos Delfins pois continuei a ouvir as suas canções.

A que mais aprecio é “Sou como um rio”. A fluidez, a frescura e a leveza do movimento da água vêm sempre à minha memória quando escuto essa canção.

A minha amiga Sandra Isabel deu o nome dessa canção a um dos meus projetos, o de meditação em sala de aula pois o ponto de partida foi mesmo essa canção.

Como dizia o ator Bruce Lee:
“Não se coloque dentro de uma forma, se adapte e construa sua própria, e deixa-a expandir, como a água. Se colocarmos a água num copo, ela se torna o copo; se você colocar água numa garrafa ela se torna a garrafa. A água pode fluir ou pode colidir. Seja água, meu amigo.”

A chegada e entrada da banda foi muito aplaudida pelo público, muitas pessoas que completavam os espaços na sala.

Homenagem à Terra para começar o concerto, imagens aéreas lindas, jogo de luz e sombras. Podemos estabelecer a ligação ao Desenvolvimento Sustentável tão importante para a manutenção da vida na Terra.

As estrelas que brilham sem Sol, em “Estrelas do rock`n roll”, uma homenagem a muitas estrelas do Rock and Roll.

Foi a primeira vez dos Delfins nesta sala, afirmação feita pelo vocalista, Miguel Ângelo, ao dar as boas noites.

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A Lua majestosa nas suas várias fases teve a sua presença, sendo projetada no decorrer da música, “Ao passar um navio”. A companheira da Terra na vastidão do Cosmos apareceu linda, silenciosa e formosa.

Recordar António Variações e as suas canções. Viva António Variações!

O público de pé a acompanhar cantando e batendo muitas palmas.

Muita cor, som e movimento! Todo o concerto foi muito animado e com muita energia.

“Vocês estão a ser incríveis!”, o público foi elogiado pelo Miguel Ângelo.

A guerra do Ultramar, letras expressivas sobre a realidade da vida, palavras interventivas e fortes.

Instalações de Leds para iluminar… mais luz e cor.

“Um lugar ao Sol”, mais um pouco e teríamos a referência a mais constituintes do nosso estimado Sistema Solar, onde está a nossa casa planetária.

“A cor azul”, foi o seguimento da apoteose, “… que os meus sonhos são as cores todas juntas numa só, … a cor azul“, contrariando a dispersão da luz branca. De acordo com a descoberta de Sir Isaac Newton, a luz branca, a luz visível é que congrega todas as cores.

Os agradecimentos a todos os que acreditaram no regresso da banda.

“Boa noite, Lisboa, obrigado a todos por esta noite fantástica!”. Novo agradecimento ao público.

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Parecia que o concerto tinha terminado, mas o público continuou a chamar pela banda e a bater palmas.

A banda regressou para cantar “Soltem os prisioneiros”, Direitos Humanos em ação!

“A noite passa a dia quando a festa terminar”, ouvimos e acompanhamos com a letra de “A primeira vez”. Sim, o próximo dia estava mesmo a chegar assim como o regresso a casa!

Fizeram questão de mostrar “O Caminho da Felicidade” antes de ir embora.

“A Baía de Cascais” para finalizar… Recordar onde tudo começou…

“Obrigada a todos por estes 40 anos.”, palavras ditas com felicidade e muita alegria pelo vocalista dos Delfins.

Até um dia…

Texto: Lady Ororo Adonisa
Fotos: Paulo Miranda

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