Quinta-feira, 01 Junho 2023

26º SUPER BOCK SUPER ROCK | 14, 15 e 16 de julho de 2022

 

 

A$AP ROCKY
Dia 14 de julho, Palco Super Bock 

A$AP Rocky é hoje um dos nomes mais interessantes e disruptivos do hip-hop feito em todo o mundo. Mas o caminho nem sempre foi fácil para o jovem Rakim Mayers: o pai foi preso quando ele tinha apenas 12 anos e, logo depois, o irmão foi morto bem perto do seu apartamento. Estas foram algumas das feridas que acabariam por influenciar o seu comprometimento com a música e a sua própria personalidade artística – a arte ganhou uma importância central para Rakim. Influenciado pelo estilo sulista dos UGK e pelas rimas dos heróis da sua cidade, o grupo de hip-hop The Diplomats, A$AP Rocky conseguiu erguer-se do seu ambiente em Harlem e mudou-se para New Jersey, onde começou a fazer rap mais a sério. Desde 2007 faz parte de um coletivo chamado A$AS Mob e foi aí que foi buscar a primeira parte do nome de guerra que adotaria no resto da sua carreira. Pouco depois, alguns dos seus temas vazaram no Youtube e aí começou todo o burburinho à volta do seu imenso potencial. “Peso” e “Trilla” foram algumas das canções que começaram por chamar a atenção do público. Seguiu-se a mixtape “Deep Purple” e, mesmo antes de editar o seu disco de estreia, A$AP Rocky já estava nomeado para alguns prémios, como o “BBC Sound of 2012”. O disco de estreia, “Long. Live. A$AP”, editado em 2013, contou com colaborações de nomes como Santigold, 2 Chainz, Kendrick Lamar e Yelawolf. O segundo disco, “A.L.L.A. (At Long Last A$AP)”, chegaria dois anos depois. O disco foi produzido Danger Mouse e Juicy J, contando com as colaborações de FKA Twigs e Lykke Li. O terceiro disco, “Testing”, editado em 2018, junta várias referências, além do rap, integrando até alguns elementos da arte contemporânea. Mais ambicioso do que nunca, A$AP Rocky assume-se como um artista capaz de ir além do hip-hop, integrando outras artes e formas de expressão, sem nunca negar esse solo no qual estão as suas raízes mais profundas. Neste momento prepara um novo disco: “All Smiles”. Dia 14 de julho de 2022, no Super Bock Super Rock, o público terá a oportunidade de ver ao vivo algumas das novidades deste que é, sem dúvida, um dos nomes mais arrojados do hip-hop norte-americano do momento.

 

BOY PABLO
Dia 14 de julho, Palco Super Bock

O rock na sua vertente mais independente continua bem vivo – e a maior prova disso é a qualidade e a autenticidade de artistas como Boy Pablo. Nascido e criado na Noruega, filho de pais chilenos, o jovem Nicólas Pablo Muñoz estudou música na cidade norueguesa de Os antes de começar a fazer as suas próprias canções, o que viria a acontecer com mais consistência a partir dos seus 17 anos. Esse empreendimento não poderia ter corrido melhor, com a edição de “Flowers” em 2016. E algumas das qualidades que hoje reconhecemos em Boy Pablo já ali estavam bem evidentes: o jeito para fazer canções, as harmonias ricas, e as melodias e letras donas de uma doçura capaz de tocar os corações mais empedernidos. Não demorou até que ficasse associado uma cena de bons músicos emergentes e a nomes como Clairo, Cuco, Yellow Days ou Rex Orange County. O seu EP de estreia chegou em 2017, editado pela 777 Records, e incluía o single “Everytime”, que se tornou um sucesso viral em pouco tempo. Entretanto, as coisas começaram a ficar mais sérias para Boy Pablo e o jovem músico formou uma banda que lhe permite apresentar as suas canções da melhor forma, também ao vivo – 2018 foi o ano da saída da Noruega, com concertos nos Estados Unidos, no Canadá e também na Europa, e foi também o ano do lançamento do seu segundo EP, “Soy Pablo”. Os singles “Losing You” e “Sick Feeling” atingiram os milhões de visualizações no Youtube e são a prova de que os jovens melómanos de todo o mundo se identificam com a personalidade artística de Boy Pablo. No final de 2020 editou o seu primeiro registo de longa duração: “Wachito Rico”. Boy Pablo traz essas canções a Portugal em julho de 2022: dia 14 no Palco Super Bock.

 

BROCKHAMPTON
Dia 15 de julho, Palco Super Bock

Pode parecer estranho que, chegados a esta terceira década do século, ainda haja um grupo de jovens, interessado em fazer música, a denominar-se a si próprio como uma “boy band”. O termo entrou em desuso e hoje pode até ser olhado com alguma desconfiança, mas quando os Brockhampton se assumem como tal, o objetivo é precisamente desafiar esse conceito e todos os preconceitos que ficaram da década de 90. Sendo assim, pode dizer-se que os Brockhampton são a “boy band” de Kevin Abstract, o líder de uma formação que tem de tudo um pouco – uma diversidade que, naturalmente, também se reflete nos ritmos, nas letras e na mensagem que se quer passar. Todos chegavam para formar uma equipa de futebol e ainda iria sobrar gente: Kevin Abstract, Matt Champion, Merlyn Wood, Dom McLennon, Joba, Bearface, Romil Hemmani, Jabali Manwa, Kiko Merley e ainda os designers Henock “HK” Sileshi e Roberto Ontenient, o fotógrafo Ashlan Grey e o agente Jon Nunes. É preciso recuperar o fôlego depois desta enumeração, até porque é mesmo preciso ter fôlego para acompanhar a energia contagiante dos Brockhampton. Esta aventura começou quando Kevin Abstract fez um post no fórum KanyeLive (um fórum de fãs de Kanye West). Ele queria formar uma banda. Recebeu 30 respostas de candidatos e, passados três anos, essa banda já estava a editar o primeiro EP. Na altura assinavam AliveSinceForever e só depois chegariam ao nome Brockhampton. Singles 
como “Bet I”, “Hero” ou “Dirt” foram responsáveis pelo primeiro burburinho, mas nada faria prever o que viria aí. O ano de 2017 trouxe o disco de estreia, “Saturation”, que se viria a revelar uma trilogia. A produtividade impressionou e a música também, com temas como “Gold”, “Sweet” ou “Boggie” a conquistar o coração (e o corpo todo) dos fãs. Aqui há r&b, rap e até rock alternativo, além de uma grande vontade de dar voz a uma geração. E esses três discos de uma assentada, num só ano, não fizeram com que os Brockhampton abrandassem. O ano de 2018 trouxe “Iridescence” e 2019 foi o ano de “Ginger”. Durante a pandemia a banda acelerou ainda mais a sua produtividade e como resultado disso chegou mais um disco. “Roadrunner: New Light, New Machine” revela a mesma energia de sempre, sem medo de ser alternativo, ao mesmo tempo que se conquista o mundo. E conquistar Portugal também continua nos planos: dia 15 de julho de 2022, no Palco Super Bock.

 

GOLDLINK 
Dia 15 de julho, Palco EDP

GoldLink é um dos nomes mais estimulantes e promissores do hip-hop feito nos dias de hoje. Conhecedor das regras do hip-hop, o rapper não perde uma oportunidade de arriscar e de se aventurar por territórios mais alternativos. O jovem D’Anthony Carlos começou por se apresentar como Gold Link James e foi assim que começou a dar nas vistas, partilhando algumas das suas faixas online e garantido desde cedo um bom número de seguidores. Apesar do sucesso, o jovem músico fez uma pausa nesse seu percurso e regressou com toda a força em 2013, já com a assinatura GoldLink. As músicas partilhadas pelo rapper na plataforma SoundCloud eram cada vez mais ouvidas, o que chamou a atenção de nomes como o produtor Kaytranada e o dinamarquês Galimatias. Em 2014 editou a primeira mixtape, “The God Complex”, e logo recebeu elogios do público e da crítica, que considerou este registo como uma das melhores mixtapes editadas em 2014. No ano seguinte, começou a trabalhar com o produtor Rick Rubin, uma das influências mais fortes na consolidação da sua linguagem musical e na sua mixtape seguinte: “And After That, We Didn’t Talk”. O sucesso destes lançamentos fez com que GoldLink assinasse pela RCA, a editora norte-americana que viria a editar o seu primeiro disco, em 2017: “At What Cost”. Com as participações de nomes como Wale, Shy Glizzy, Steve Lacy, Jazmine Sullivan, Kaytranada, Mýa, Brent Faiyaz, o disco está fixado na história musical da sua cidade, Washington, DC, e GoldLink parece bem confortável dentro dessa tradição. “Crew”, o single do disco, com as participações Brent Faiyaz e Shy Glizzy, foi um sucesso ao ponto de ser nomeado para um Grammy na categoria de Melhor Rap / Melhor Interpretação. E o Grammy acabaria mesmo por chegar um ano depois, graças à colaboração com Christina Aguilera no tema “Like I Do”. O segundo disco, “Diaspora”, editado em 2019, tem Pusha T, Tyler, the Creator, Khalid e Wizkid como convidados e é mais uma prova do talento de GoldLink. “Haram!”, editado já em 2021, é o novo trabalho do rapper. Com uma produção imaculada, corre riscos, adiciona novos elementos, mas nunca deixa de soar a… GoldLink – e isso é bom. Essas boas novidades podem ser ouvidas dia 15 de julho de 2022 no Palco EDP do Super Bock Super Rock.

 

HOT CHIP
Dia 15 de julho, Palco Somersby

Quando o assunto é juntar elementos eletrónicos ao melhor indie rock, é impossível não falar no trabalho dos Hot Chip, a banda de Joe Goddard e de Alexis Taylor. Os dois conheceram-se em 1991, quando frequentavam a Putney’s Elliott School. Nesses tempos partilhavam o mesmo fascínio por nomes como Beastie Boys ou Bill Callahan – e juntar referências tão diferentes nunca foi um problema para os Hot Chip, muito pelo contrário. Apesar desta longa amizade, os Hot Chip só surgiram oficialmente no ano 2000 com a edição do EP “Mexico”. Em 2002 editaram “Sanfrandisco E-Pee”, um registo que captou a atenção da Moshi Moshi Records, uma editora que viria a lançar o primeiro disco da banda, “Coming on Strong”, em 2004. E foi nessa altura que o duo se transformou numa banda com cinco elementos, com as entradas de Owen Clarke, Al Doyle e Felix Martin. Em 2006 editaram o segundo disco, “The Warning”, já com os selos da EMI Records no Reino Unido e da DFA nos Estados Unidos (mais tarde, a Domino Records também entraria em cena). Com influências de bandas como os Talking Heads ou os Pet Shop Boys, este registo foi um enorme sucesso junto do público e da crítica, sendo mesmo nomeado para um Mercury Prize. A banda continuou a desafiar-se nos anos seguintes, correndo riscos e procurando uma linguagem só sua, além das influências mais evidentes. E esse esforço ficou bem evidente nos discos seguintes: “Made in the Dark” (2008), “One Life Stand” (2010), “In Our Heads” (2012) e “Why Make Sense?” (2015). “A Bath Full of Ecstasy”, o último disco da banda, chegou em 2019. Com produção de Philippe Zdar (Cassius) e Rodaidh McDonald (The xx, King Krule), este novo disco traz alguns dos elementos que fazem o sucesso dos Hot Chip: uma certa nostalgia pela pop eletrónica dos anos 80, um gosto por boas canções que também fazem dançar e uma leveza que não implica deixar de dizer coisas sérias. Temas como “Hungry Child” ou “Melody of Love” prometem conquistar o público do Super Bock Super Rock – dia 15 de julho de 2022, no Palco Somersby.

 

PEDRO DE TRÓIA
Dia 16 de julho, Palco LG by Rádio SBSR.FM

Pedro de Tróia já é uma figura ímpar e inimitável no panorama musical português, com uma visão disruptiva, uma extrema habilidade para as palavras e uma voz sempre envolvente. Num processo de reconciliação consigo mesmo, editou em março de 2020 o seu disco de estreia a solo. Depois de encabeçar uma das bandas mais criativas que a música portuguesa conheceu nos últimos tempos, Os Capitães da Areia, o cantor e compositor apresentou-nos um incomum e memorável trabalho, repleto de delicadeza e generosidade, com a elegância pop que o caracteriza a servir de fio condutor para uma descoberta que também é nossa. Ao longo de dez canções, ofereceu-nos muito do que sonhou, do que perdeu, do que aprendeu, e também aquilo por que lutou nos últimos tempos. “Depois Logo Se Vê”, com produção e arranjos de Tiago Brito, é de um músico que se dá inteiro e que, dessa forma, conseguiu fazer um dos melhores discos portugueses do ano de 2020. O suplemento Ípsilon deu a definição perfeita deste registo de estreia de Pedro de Troia: “De um homem em catarse nasceu pop grandiosa”. Mas Pedro de Tróia não parou de fazer canções e o segundo disco já está na calha. “Tinha de ser assim” verá a luz do dia em outubro de 2021. “Gosto Tanto de Ti”, o primeiro single, é mais uma canção com muita eletricidade e também muito coração, e, certamente, um dos temas mais esperados pelo público para o concerto de Pedro de Tróia no próximo Super Bock Super Rock, em julho de 2022.

 

FOALS
Dia 16 de julho, Palco Super Bock

Nos territórios mais alternativos do rock, não há dúvida de que os Foals são uma das bandas mais criativas e estimulantes dos últimos 15 anos. Tudo começou em Oxford, quando Yannis Philippakis (guitarra) e Jack Bevan (bateria), amigos de longa data, decidiram formar mais uma banda, depois do fim de um outro projeto em comum, os saudosos The Edmund Fitzgerald. Andrew Mears (voz), Jimmy Smith (guitarra) e Walter Gervers (baixo) juntaram-se aos dois amigos e assim nasciam os Foals, nome que vem da etimologia do apelido Philippakis. Depois do lançamento do primeiro single, “Try This on Your Piano”, Andrew sai da banda, Edwin Congreave toma conta dos teclados e Philippakis assume o papel de vocalista. Com a formação definida (mais tarde, o baixista Walter também sairia) o passo seguinte foi assinar pela Transgressive Records e lançar “Hummer” e “Mathletics”, singles que aumentaram (e muito) o burburinho sobre as qualidades da banda. Em 2008, o disco de estreia, “Antidotes”, confirmava essas boas expetativas do público e da crítica. Gravado em Nova Iorque e produzido por Dave Sitek, guitarrista dos TV on The Radio, o disco mostrava uma banda comprometida com a sua própria liberdade. Os registos seguintes, “Total Life Forever” (2010), “Holy Fire” (2013) e “What Went Down” (2015), elevaram a fasquia em termos artísticos e consolidaram a própria linguagem do grupo, entre mil e uma influências. Krautrock, indie rock, dance-punk, math rock, pós-punk e até techno, tudo contribui para um som difícil de categorizar, ora mais livre e experimental, ora capaz de chamar e cativar um público cada vez mais alargado. 2019 foi o ano do regresso aos discos, com aquele que é o mais ambicioso de todos os registos da banda. “Everything Not Saved Will Be Lost”, uma obra monumental, dividida em duas partes, editadas em dois momentos diferentes, mostra uma banda no topo das suas capacidades. “Exits” ou “In Degrees” são duas das canções que prometem conquistar o público português no verão de 2022. Os Foals atuam dia 16 de julho, no Palco Super Bock.

 

GANSO
Dia 16 de julho, Palco EDP

Depois de tomarem o país de rajada em 2015 com “Costela Ofendida”, e de cimentarem esse trabalho em 2017 com “Pá Pá Pá”, os GANSO regressaram no ano de 2019 com novo lançamento discográfico. “Não te Aborreças” e “Os Meus Vizinhos” foram os primeiros avanços dessa nova etapa. “Não Tarda”, o segundo longa-duração do quinteto de rock alternativo lisboeta, foi de novo produzido nos estúdios Cuca Monga, em Alvalade. Este novo disco denota uma maior maturidade no processo de composição da jovem banda, afastando-se dos riffs rasgados que marcavam os dois trabalhos anteriores e deixando espaço para uma abordagem mais contemplativa, assente em cadências mais relaxadas e ambientes mais complexos. Como preparação para o lançamento do novo álbum, a banda juntou-se aos Reis da República para apresentar “EQUINÓCIO”, uma digressão nacional conjunta que passou por doze cidades entre abril e junho de 2019. Em 2020, participaram no álbum “Cuca Vida” do Conjunto Cuca Monga, gravado em conjunto pelos artistas da editora Cuca Monga, tais como Capitão Fausto, Luís Severo e Rapaz Ego. E também em 2020, um ano após o lançamento de “Não Tarda”, os GANSO decidiram presentear os fãs com as demos do disco. A viver um bom momento, os GANSO prometem conquistar também o verão de 2022, com o concerto no Super Bock Super Rock.

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