Keane – As Causas e os Efeitos de uma Grande Noite

A noite de dia 26 de Janeiro ficou marcada pelo regresso da banda Britânica Keane ao nosso País.

O Campo Pequeno encheu para a tournée de apresentação do último trabalho da banda “Cause and Effect”.

Para dar início à prevista noite intensa que se antevia, o público foi brindado com a presença de Eliza Shaddad, que se impôs com o seu timbre forte e as suas músicas melódicas.

Quando Tom Chaplin e a sua banda se apresentaram em palco com o tema “You`re not home” o público ficou imediatamente rendido. No final deste tema ouviu-se num Português arranhado um “Olá Lisboa, tudo bem!?! e logo depois em bom Inglês que não voltaria a falar na língua de Camões uma vez que era para ele muito difícil.

“Day will come” e “Silenced by the night” foram as músicas que se ouviram de seguida, nesta última todas as pessoas cantaram e estavam visivelmente entusiasmadas com as mesmas.

Sempre muito simpático e falador, acabou por confessar que a banda passou por tempos mais complicados, mas como sobreviventes que são, ainda continuam na estrada e a fazer aquilo que mais gostam, e o tema “Phases” do último álbum é fruto dessa fase.

Aos primeiros acordes de “Everybody`s changing” a plateia começou logo a vibrar, cantando e dançando este tão conhecido tema.

“Is it any wonder?” levou Tom a referir que este era um público muito animado para um domingo à noite, tal a energia que se sentia na sala.

A magia das luzes das lanternas dos telemóveis aconteceu na balada “Strange room”, com a sala a ficar toda iluminada, formando um efeito visual muito bonito.

As músicas que se seguiram foram “Disconnected” e a inconfundível “Bend & break”, para júbilo de todos.

“Put the radio on”, “She has no time” e “The way i feel” deixaram a sala bem quente para todos os presentes.

Muito animada e com uma boa disposição “Spiralling” cativou quem assistia.

“A bad dream” não deixou ninguém com pesadelos, foi antes um momento único em que teclista e Tom estiveram sozinhos em palco, colocaram mais um órgão e para além de cantar foi possível ouvir os dois teclados.

Confessaram que gostaram de Portugal desde a primeira vez que vieram em 2005, o quanto acham bonitas as cidades de Lisboa e do Porto e Tom confessou que é um dos muitos ingleses que vemos na Algarve a passar férias!

“Try again” e a magnífica “Love too much” não deixaram dúvidas do motivo pelo qual o Campo Pequeno estava cheio.

Já bem animados, ainda se ouviu “The way i feel”, “You are young” e “Nothing in my way”.

Antes do encore ainda se ouviram as estrondosas “This is the last time” e “Somewhere only we know”.

Depois da tradicional saída de palco voltaram com os últimos três temas “Is your own time”, “Chystal ball” e “Sovereign light café”.

Um concerto quente, com uma atmosfera fantástica e que acabou em grande mais uma noite. Esperemos voltar a vê-los em breve em Portugal, mais que não seja numa qualquer praia no Algarve!

Texto: Raquel Coelho