Márcia – A Estrada Iluminada

 

 

 

O Coliseu dos Recreios de Lisboa recebeu esta quarta feira, dia 18 de Dezembro, Márcia.

Num concerto intimista a artista, que comemora este ano os dez anos do lançamento do seu primeiro trabalho discográfico, apresentou-se ao público com a sua voz doce e única num concerto cheio de emoções.

Entrou em palco acompanhada da sua guitarra e tocou “A pele que há em mim (Quando o dia entardeceu)”, para contentamento do público.

Logo depois, entrou com a sua banda e cantou “Cabra Cega”, “Manilha” e “Tempestade”.

Dirigiu-se pela primeira vez ao público mostrando o seu contentamento por estar onde está.

“Corredor” foi tocado de forma bastante ritmada e com um efeito de luzes vibrantes, deixando a sala com uma energia contagiante.

Seguiu-se “Tempo de aventura” e “Ao chegar”, este último tema representa para a cantora o seu percurso na música.

Enquanto os elementos da banda ficaram a tocar, Márcia saiu de palco, reapareceu na tribuna, junto das vencedoras de um concurso, e cantou à capela um dos seus temas. Seguiu-se de uma versão de Zeca Afonso da música “A presença das formigas”, que contou com o público a fazer ritmos, num dos vários momentos mágicos da noite.

Já novamente na arena do coliseu (redonda, com o público à volta), tocou “Mil anos” e “Eu seguro”.

O público vibrou de contentamento nos três temas que se seguiram “Bom destino”, “Do que eu sou capaz” e “Insatisfação”, aplaudindo e entregando todo o seu calor à cantora.

Antes de tocar “Lado oposto”, Márcia agradeceu uma vez mais a todas as pessoas por lhe iluminarem a sua rua, a sua estrada, o seu caminho, e foi desta forma que se despediu do palco.

Voltou para o encore novamente só com a sua guitarra e ouviu-se “Amor conforme”. Já com a banda tocaram “Desmazelo”. E artista voltou a sair de palco e voltou toda vestida de branco para tocar um tema que representa um pé no futuro e outro no passado, e que Márcia queria que todos se recordassem deste momento associando-o a essa cor.

Um concerto que dada a disposição do palco se tornou tão intimista que não houve ninguém que não tivesse saído de coração cheio!

Texto: Raquel Coelho