Maria Gadú na Despedida dos Palcos, por Agora!

MARIA GADÚ subiu ao palco do Teatro Tivoli BBVA, no passado dia 15 de novembro pelas 21h30, tal como ela é, para participar no Misty Fest com “PELLE”.

Trouxe a presença, a voz e a palavra. Gadú fala espontaneamente, fala do que que sente e canta para nós. Trouxe também o violão e a guitarra.

O palco era dela e do seu lado direito JUNIOR DO VALE na percussão, também ele brasileiro, encontraram-se no dia anterior e ela convidou-o para estar ali naquela noite. Simples assim.

Foi após “Mundo Líquido” e “Dona Cila” que disse – “Boa noite Lisboa… saudando os nossos ancestrais… show especial” e aclamou outras entidades “…às nossas avós, rainhas e bruxas e à infância que toda a gente tem” e cantou “Shimbalaiê” tocando o violão e o público virou coro.

Gadú é uma Ativista de causas e foi fazendo referências entre elas a luta pelos direitos dos povos indígenas, direitos das mulheres, bem como o consumo de carne, que é este acto que provoca a devastação da floresta tropical amazônica.

Do alinhamento ouvimos temas de Chico Buarque; Francisco, El Hombre; Adriana Calcanhoto e até Jacques Brel com “Ne Me Quitte Pas” que traduziu “não me deixes” e disse também “…já cantei para mim, para a minha voz, hoje canto para a cultura brasileira”.

Não poderíamos deixar de referir que ao seu lado esquerdo esteve sempre um copo de água e um copo de vinho tinto português e que de vez em quando dava pequenos goles e claro exclamou “O vinho é muito bom…”!

Já no fim e no Encore o inesperado com “Bate Forte o Tambor” onde a sala se colocou de pé para sentir o som do batuque onde inevitavelmente mexeu connosco.

Acho que podemos dizer que Maria Gadú deu tudo e ficou sem pele.

Texto: Raquel Ataíde
Fotos: Jorge Torres Carmona

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