Concerto Celebração de “As 4 Estações d’O GAJO” em Sessão Dupla a 7 Dezembro às 19:00 e 22:00 no Ferroviário em Lisboa

O Gajo nasce na primavera de 2016 da necessidade que João Morais sentiu de conferir uma identidade portuguesa à sua música. Músico experiente, associou as suas influências punk rock, os seus gostos pessoais e as suas vivências, à tradição e sonoridade da Viola Campaniça. O resultado foi surpreendente e originou uma linguagem única revelada ao público nacional em 2017, com grande sucesso, através do álbum “Longe do Chão“.

A sua criatividade inesgotável levou-o a criar em 2019, “As 4 Estações d’O Gajo“.

Um disco quadripartido em 4 EP’s lançados ao longo do ano de 2019 dedicados a quatro estações de comboio de Lisboa; “Rossio“, “Santa Apolónia“, “Cais do Sodré” e “Alcântara-Terra“.

Esta colecção editada pela Rastilho Records em 2019 está a ser lançada em quatro momentos correspondentes a cada estação do ano sendo o o último EP desta coleção, “Alcântara-Terra“, é agora lançado em dezembro.

Cada EP conta com a participação de convidados especiais como José Anjos (Poesia), Joana Guerra (Violoncelo), Carlos Barretto (Contrabaixo) e Karlos Rotsen (Piano) participando em temas criados especificamente para eles.

No dia 7 de dezembro, celebra-se “As 4 Estações d’O Gajo” no Ferroviário em Lisboa numa noite de cumplicidade, experiências e boa música. Ao Gajo juntam-se os convidados que participaram dos vários EPs e o percussionista João Sousa (ex- Murdering Tripping Blues) para duas sessões muito especiais.

Este concerto terá duas sessões, uma às 19H00 e outra às 22H00, para que ninguém perca este comboio!

Este trabalho quadripartido convida o ouvinte a experimentar os múltiplos espaços e colorações emocionais que nascem da plasticidade da Viola Campaniça e do universo criativo d’O Gajo, em todos os seus percursos, narrativas e paisagens sonoras. Quatro partes de um diálogo com uma linha de continuidade criativa, e um corpo de trabalho com diferentes amplitudes semânticas, em que o todo é diferente de cada uma das partes e cada parte é um todo autónomo com o seu próprio significado.

Música instrumental de apetência singular para melodias que evocam uma Portugalidade que remonta a um tempo ainda antes de Portugal ser Portugal, onde habitam referências arábicas e mediterrânicas, vindouras de um passado que todos temos no nosso imaginário pelas referências que até hoje dão vida a muita da nossa cultura moderna e contemporânea, sendo a própria Viola Campaniça, pela sua estrutura, desenho e sonoridade, um flagrante exemplo disso.

Esta colecção apresenta vinte músicas inéditas que serão editadas em quatro momentos do ano de 2019, fazendo corresponder cada um desses momentos a cada uma das 4 estações do ano – Inverno, Primavera, Verão e Outono.

Uma nova linguagem para um instrumento antigo, que na sua melhor tradição renasce pelas mãos d’O Gajo como um escultor de pássaros livres.