Montepio Fado em Cascais – Raquel Tavares, A Vivacidade do Fado

Pelo terceiro ano, o Auditório Fernando Lopes Graça, no Parque de Palmela em Cascais, volta a abrir-se para o exterior para mais uma edição do festival Montepio Fado em Cascais.

 Durante três dias vão-se poder ouvir vozes sonantes do fado, que foi declarado em 2011 pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Dentro do recinto o ambiente era descontraído e elegante, com uma zona de restauração com alguns locais para se comer.

Para animar esta zona, num pequeno palco foi possível ouvir Beatriz Felício e Zé Maria.

Houve ainda a passagem de um pequeno filme “Fado”, na mesma zona, que continha o testemunho de inúmeras figuras ligadas à área.

 Na sexta feira, dia 20 de Setembro, a fadista que pisou o palco foi Raquel Tavares, que iniciou a noite com “Mouraria Estelizado” seguido de “Sombras da Madrugada”.

 Referiu que este seria um concerto especial para ela, já que o seu último trabalho “Roberto Carlos Por Raquel Tavares” a tem levado para sonoridades diferentes.

 Fez sempre menção aos autores de todos os temas que cantou, desde aos compositores mais recentes como Tiago Bettencourt e António Zambujo, bem os mais antigos como João Linhares Barbosa ou Lucília do Carmo.

 Com o seu tom bem disposto e alegre, este furacão do fado português encantou com “ Gostar de quem gosta de nós”.

 E foi bastante aplaudida no tema “Não me esperes de volta”. Em “Limão verde limão” foi para junto do seu baterista e pegou em duas baquetas e juntou-se ao músico a tocar, num momento que deixou o público perplexo, com a destreza de Raquel.

 Por esta altura pediu para vestir o xaile e homenageou toda a geração mais antiga de fadistas com a música “Meu corpo”.

 De seguida ouviu-se um instrumental, e quando voltou a palco apresentou os seus músicos, André Dias na guitarra portuguesa, Bernardo Viana na viola de fado, Daniel Pinto no baixo e Fred Ferreira na bateria.

 “Fado Alberto” e “Fado faia” conseguiram um grande entusiasmo por parte do público.

 Com uma energia contagiante, ia puxando pela plateia, de forma a que a noite ficasse mais quente, e foram-se ouvindo temas como “Eu já não sei”, “Fado cravo” e “Fado Britinho”.

 No “Fado corrido”, e em género de brincadeira ensinou o que eram rodriguinhos, e incentivou as pessoas a utilizarem-no, o que gerou um ambiente descontraído e divertido.

 Não faltou “Meu amor de longe”, cantada em uníssono por todos, seguida da cantiga popular “Rapaz da camisola verde”.

 Para o encore reservou “Cantigas da rua”, e nesta altura foi à vez para perto de cada um dos seus músicos, fazendo “duetos” entre os instrumentos e a sua tão característica voz.

 Terminou com um enorme sorriso e a certeza de ter aquecido os corações de todos os que assistiram a este concerto!

Texto: Raquel Coelho
Fotos: Jorge Torres Carmona

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