Chris de Burgh – O Eterno Romântico

O Campo Pequeno abriu as suas portas no dia 19 de Setembro, para receber um concerto intimista de Chris de Burgh.

Com mais de 40 anos de uma carreira sólida, com vários sucessos e mais de 300 temas escritos, apresentou-se em palco de forma simples, apenas ele com a sua guitarra e um piano, mas foi desta forma que hipnotizou o público.

O concerto começou com “The road to freedom” e de forma harmoniosa passou para “Waiting for the hurricane”. Depois desta entrada em palco, foi a vez de se dirigir ao público e disse “Obrigada e boa noite” e depois puxou de uma cábula e leu “Estou muito feliz de estar novamente em Lisboa”, para gáudio dos presentes, e já em Inglês disse que sentia falta de voltar a Portugal e do público nacional. Referiu que neste concerto haveria lugar para uma selecção de temas dos seus mais de vinte álbuns editados.

Seguiu-se um sentido “Missing you” e uma canção que não é dele, mas que casa muitíssimo bem com a sua voz “Always on my mind” de Elvis Presley.

De Burgh foi contagiando a plateia com a sua simpatia e com o passar do concerto houve uma interacção das pessoas pedindo temas que gostavam muito, bem como sendo mais expansivas na demonstração do seu agrado com as músicas.

Foi uma noite repleta de belos temas, uns acompanhados de guitarra, e outros sentado ao piano a cantar como em “Moonlight and vodka”, “The hands of a man” ou “Where would i be”.

Do seu mais recente trabalho de estúdio “A better world”, tocou somente “Homeland”, referindo a situação dramática dos refugiados Sírios, de como eles são como qualquer um de nós e do seu desejo profundo de voltarem para casa, para a vida que sempre tiveram.

Mas nem só de temas sérios se fez este concerto, Chris tem um grande sentido de humor e revelou-o em palco, fazendo piadas políticas e brincando com várias situações de forma bastante descontraída.

“Borderline” mereceu uma tremenda salva de palmas das pessoas, tendo o Campo Pequeno aplaudido o tema de pé.

No tema “Lady in red”, desceu do palco e veio para ao pé da plateia, e dançou, tirou fotografias e cumprimentou com quem se cruzou no seu caminho, num momento especial da noite. Não havia mingúem sem um sorriso na cara de contentamento.

No encore tocou “Where peaceful waters flow”, bem como uma versão do tema “Pretty woman” de Roy Orbison, o que levou toda a plateia a aplaudir e a dançar.

Um concerto cheio de emoção que ficará sem dúvida na memoria de todos os que o assistiram. Ficou a vontade de repetir este momento, tanto da parte do público, bem como por parte de Chris de Burgh, ficamos à espera!

Texto: Raquel Coelho