Tarja ao Vivo a 07 de Março na Sala Tejo

No dia 7 de Março do próximo ano, o público nacional vai ter uma vez mais oportunidade de se render ao charme de TARJA, que regressa por fim ao nosso país para apresentar «In The Raw», o seu mais recente registo de originais, com data de edição agendada para o próximo dia 30 de Agosto. Nesta, que será a quinta passagem da carismática artista por Portugal – depois da estreia no Verão de 2005 no festival Vilar de Mouros ainda com os Nightwish e três atuações colossais na Aula Magna, em Lisboa, em 2012, 2014 e 2016, a diva do metal sinfónico por excelência vai subir ao palco da Sala Tejo, na Altice Arena, em Lisboa e promete mostrar-se “mais vulnerável e agressiva que nunca”.

Seja como solista com a Ópera Nacional Finlandesa, a cantar numa igreja, ou a segurar de forma muito convincente a atenção de milhares de fãs de rock em arenas espalhadas pelo mundo, TARJA é um verdadeiro fenómeno. Quando se pensa numa cantora lírica soprano associada ao heavy metal, não há como contornar a realidade de que o primeiro nome que vem à cabeça é inevitavelmente o da cantora finlandesa nascida Tarja Soile Susanna Turunen-Cabuli a 17 de Agosto de 1977. Entre 1996 e 2005, tornou-se conhecida a nível internacional como frontwoman dos Nightwish e, depois de se ter separado dos autores de «Once», encetou uma carreira a solo que, apoiada numa sequência de registos soberbos em que se tem dividido entre o rock, o heavy metal, a pop e a ópera, espelha na perfeição a versatilidade do seu enorme talento.

Infelizmente, como diz o ditado popular, “nem tudo que reluz é ouro” e, verdade seja dita, nem tudo que é ouro brilha necessariamente. Foi essa a ideia que inspirou a finlandesa para começar a trabalhar no seu sétimo álbum a solo, «In The Raw». “O ouro, pensamos nós, é algo polido e perfeito, sofisticado, um luxo, mas no estado natural é um elemento cru”, explica Tarja. Essa poderia ser também uma descrição perfeita para a música que se ouve no sucessor do muito aplaudido «The Shadow Self», de 2016: um poderoso híbrido de orquestrações sofisticadas, coros, a sua voz classicamente treinada (que continua a soar tão impressionante como sempre) e uma base musical obscura e pesada, que traz ao de cima uma honestidade tocante.