A Noite de Vampire Weekend e Grace Jones

No segundo dia do festival, as atenções estiveram entre Greta Van Fleet e Vampire Weekend no palco principal e no palco Sagres a atuação de Grace Jones.

O palco NOS arrancou com os espanhóis Izal, seguidos por Perry Farrell e Primal Scream, que embora atuassem cedo, deram um bom concerto para a pouca multidão que ali se encontrava. Os jovens norte-americanos Greta Van Fleet trouxeram mais público ao palco principal e deram um show de bom rock, com direito a solos de bateria e guitarra, acompanhados do timbre poderoso do vocalista Josh Kiszka.

Os Vampire Weekend entraram em palco pelas 23h e conseguia-se perceber pela multidão ali presente que eram a presença mais esperada da noite. Há 6 anos que a banda não vinha a Portugal e o vocalista Ezra Koenig aproveitou para dizer que não iam demorar mais 6 anos a voltar (durante o concerto, nos ecrãs, foi divulgado que os Vampire Weekend voltam em novembro ao Coliseu dos Recreios). Embora viessem apresentar o mais recente álbum, Father of the Bride, não faltaram temas mais antigos como “Cape Cod Kwassa Kwassa”, “A-Punk”, “Diane Young”, “Cousins” e até uma versão de “Jokerman” de Bob Dylan. Nos créditos finais houve tempo para o público tentar apanhar duas bolas gigantes insufláveis do globo terrestre ao som de Worship You’ e ‘Ya Hey. O palco NOS fechou com os Gossip, liderados por Beth Ditto, que puseram o público que ali se manteve a dançar.

No palco Sagres atuaram Pip Blom, Ry X, Johnny Marr e Tash Sultana, mas foi a performance exuberante de Grace Jones que levou a tenda ao limite. A artista encantou o público com as suas poses e danças, as atuações e a roupagem que se foi alterando em todas as músicas. De uma plataforma elevada, Grace Jones mostrava que a idade (71 anos) não lhe pesa e a sua figura elegante era visível através do body preto que trazia e da energia contagiante de toda a atuação. “Nightclubbing”, “This is” e “Private Life” foram as primeiras canções que agarraram o publico à tenda e para o fim “Pull Up to the Bumper” com Grace Jones a subir para as cavalitas de um segurança para cumprimentar os fãs da 1ª fila e “Slave to the Rhythm” com a cantora a girar na cintura um arco hula hoop durante toda a música. No fim agradeceu ao público com duas vénias com seios à mostra, porque de Grace Jones a irreverência é esperada e é mesmo assim. Deejay Kamala com NBC seguiram-se no palco Sagres que fechou com Cut Copy.

No EDP Fado Café atuaram Francisco Salvação Barreto, Cristina Branco e Variações. Tal como na noite anterior, o local foi demasiado pequeno para todos os que pretendiam ver a banda atuar, tendo a rua ficado impossível de passar naquela hora. Do alinhamento constou “Anjo da Guarda”, “Canção de Engate”, “O Corpo é Que Paga”, “Estou Além” e até um inédito de António Variações. No final da atuação a satisfação do público era geral, saíam com um sorriso rasgado, suados e com a sensação de terem estado um pouquinho mais perto de uma das nossas mais icónicas estrelas da música.

No palco NOS Clubbing destacou-se a atuação de Plutónio e de Dillaz e no Coreto By Arruada a atuação chill-out de Marinho e o ritmo brutal da rapper tuga Chong Kwong.

Texto: SM
Fotos: Jorge Torres Carmona

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