Seu Jorge – A Poderosa Voz que Preenche o Vazio

O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebeu esta sexta feira, dia 21 de Junho, um dos grandes nomes da música Brasileira, Seu Jorge.

 O músico multifacetado que nasceu numa favela do Brasil e que teve um percurso difícil antes de chegar ao estrelato, apresentou-se de forma simples e verdadeira, disposto a cantar aquilo que lhe ia na alma e foi isso que o público teve o privilégio de assistir.

 De forma quente “Chega de saudade”, tema de Tom Jobin e Vinicius de Moraes, foi o primeiro da noite, e com muita fluidez ouviu-se de seguida “ Everybody loves the sunshine” de Roy Ayers.

 O público dançava nas suas cadeiras e houve mesmo quem não se tenha sequer sentado e tivesse dançado o concerto todo em pé nas laterais.

 Ouviu-se então “Quem não quer sou eu” do álbum “Musica para churrasco vol.1” e “Zé do caroço” versão de Levi Brandão, após esta ultima Seu Jorge recitou o poema “Negro drama”, de forma profunda e comovente.

 A alegre musica “Carolina” e “Mina do condomínio” fizeram-nos chegar a um pequeno intervalo do cantor, deixando a sua banda a tocar um tema instrumental.

 Quando regressou, ficou sozinho em palco com a sua guitarra e tocou a solo três temas retirados do seu trabalho no filme “The life aquatic”, foram eles “Rebel rebel”, “Life on mars?” e “Lady Stardust”, as duas últimas versões em brasileiro de temas de David Bowie.

 Fez também uma pequena adaptação na letra de “Pessoa particular” de forma a elogiar o nosso país, o que deixou o público animado e com um grande sorriso na cara. No final referiu que estava atento aos prémios ganhos por Portugal e o quanto devíamos estar orgulhosos por termos passado por uma crise financeira e termos crescido de forma sublime.

 Para o final deixou “Retrato em Branco e Preto” de Ney Matogrosso e “Chega no suingue”.

 Depois de uma longa espera e do público muito pedir, voltaram a palco para o encore e foi a loucura!

 Começaram com “Te queria” e “Mas que nada” este último de Sérgio Mendes que pôs todo o salão em pé a dançar e a cantar.

 Como não podia faltar, “Burguesinha” e “Amiga da minha mulher”, encerraram o concerto de forma brilhante.

 Demorou algum tempo até que a banda se retirasse de palco, tal era a emoção que transbordava entre público e artistas, e saíram com alegria a dançarem e a cantarem. Foi um concerto intimista, cantado de forma que só Seu Jorge sabe fazer!

Texto: Raquel Coelho
Fotos: Jorge Torres Carmona

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