Gal Costa Ainda é Aquela Voz!

Gal vem para a frente de palco caminhado com o seu volumoso cabelo encaracolado num vestido comprido largo de cor rosado forte ou carmim, a luz dita a tonalidade! Foi assim que Gal Costa se apresentou dia 25 de janeiro no Coliseu dos Recreios em lisboa. Ei-la agora com 50 anos de carreira com o seu novo álbum “A Pele do Futuro”.

A assistir, a sala está maioritariamente com gente outrora jovem que foi recordar o som e o ritmo brasileiro da “Mãe de todas as vozes” que é título da música e que Gal canta assim “…sou filha de todas as vozes que vieram antes, sou mãe de todas as vozes que virão depois…”.

A acompanhar a banda com os músicos, Pupillo na bateria, Chicão no teclado, Pedro Sá na guitarra, Lucas Martins no baixo e Hugo Hori na flauta e saxofone.

Gal gosta de falar e foi falando, disse que gosta muito de Lisboa (cidade pacata), da nossa pronúncia, conta momentos, e foi num desses momentos em começa a contar uma história e que a plateia está em silêncio que ela pergunta – Estão a entender? – Risos. Passa para a próxima música e não se recorda do título, pergunta então à banda o nome e ri. Diz então – Desisti da história. – E começa a cantar. E é com esta naturalidade que o espectáculo prossegue. Ouvimos temas como “Chuva de prata”, “Que Pena”, “Sublime”.

Vieram os ritmos que tanto se dançou e ainda se dança em dias de carnaval, passagens de ano e sempre que a alegria for o mote, com um medley ouvimos “Bloco do prazer”, “Balancê”, “Massa real” e “Festa do interior” e claro o Coliseu também dançou.

Gal ainda é aquela voz, tão característica, tão brasileira, também tão nossa!

Texto: Raquel Ataíde
Fotos: Jorge Torres Carmona

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