Agora “Santa Casa Alfama” é o Festival de Fado. É o Bairro de Alfama em Apoteose!

E tudo acontece aqui, neste bairro, bairrista, típico, singular, o Bairro de Alfama.

Nas ruas ouve-se o fado, cheira a comida, vê-se gentes, os locais e estrangeiros, sente-se o bairrismo, as ruelas calcetadas, os paralelepípedos, os varandins enfeitados com flores e roupa estendida, a Ginjinha, e 12 palcos.

Nos dias 28 e 29 de setembro, sexta-feira e sábado das 18h até cerca das 2h da manhã, estes dois dias foram repletos de bom fado. Se a música é rainha aqui o fado é rei.

No Palco Santa Casa, frente ao estuário do rio Tejo (Terminal de Cruzeiros de Lisboa) ouvimos Maria Emília, Paulo de Carvalho, Dulce Pontes, António Pinto Basto, Alexandra e Raquel Tavares.

Os outros palcos: Rooftop (Terminal de Cruzeiros de Lisboa), Museu do Fado (Restaurante), Museu do Fado (Largo do Chafariz de dentro), Palco Amália (Auditório Abreu Advogados), Palco Santa Maria Maior (Grupo Sportivo Adicence), Palco Casa Ermelinda Freitas (Escadinhas de São Miguel), Igreja de São Miguel, Fado à Janela (Largo de São Miguel), Sociedade Boa União, Palco EDP (C. C. Dr. Magalhães Lima) e Igreja de Santo Estevão.

É entre estes palcos que calcorreiam os fãs, curiosos, turistas, apreciadores e admiradores, muitos ficam à porta, a lotação esgota, mas também é isso que dá aquela vontade de ir, ir mais cedo, e não perder pitada, porque alguns nomes são conhecidos, mas aqueles que não o são, são de igual forma maravilhosos de ouvir.

O Fado é fado e é nosso, é cultura, é património, é português!

Texto: Raquel Ataíde
Fotos: Jorge Torres Carmona

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